TWIN MIRROR™

Eae rapaziada, tudo na boa? Bruno aqui com mais uma review cabulosa dos irmão, e dessa vez com um game que eu peguei há uns 2 meses na promo da PS Store com a minha mina. O jogo em questão é TWIN MIRROR, lançado mais ou menos em 2020 por, se eu não me engano, os mesmos desenvolvedores de Life Is Strange.



A gente acompanha Samuel Higgs, um ex jornalista investigativo que retorna pra sua cidade natal, "Basswood", depois de ficar sabendo que o amigo de infância, Nick, veio a falecer. O jogo já começa de um jeito que eu gostei, meio climático e misterioso sabe, com o Samuel chegando em um ponto alto da cidade, tendo uma vista bem bonita dela, pensando sobre tudo o que aconteceu pra ele ter saído de lá e como é chato ter que retornar, mesmo que por pouco tempo. O jogo toma o tempo dele pra poder começar tlg, é meio cinemático o jeito que ele começa, nada realmente incrível wow, mas ainda é bonitinho. 


Nisso a gente entra meio que num mundo cristalizado na própria mente do Sam, chamado de Palácio Mental. Essa é a própria mente do Sam, onde a gente vê as recordações dele e lembranças do passado dele em Basswood. A gente não fica tanto tempo aqui no começo mas vira e mexe usamos o palácio mental pra coisas que cês vão ver mais pra frente. A gente também consegue ver ele tendo lembranças com uma mulher, que, no começo, parece ter sido a sua namorada em algum momento, mas em um dia ao pedir ela em casamento ele foi MOGGADO KKKK e ela recusou, meio que fazendo o relacionamento deles ir lá pra porra.

O palácio mental

tomou um fora kkkkkk tadinho.

O Sam da uma vacilada e acaba se perdendo nas lembranças, ele acabou perdendo o funeral do Nick, mas ainda tem tempo pro encontro de todos os amigos do Nick em um bar na cidade. Chegando nesse bar ele se encontra com um monte de amigos, e, inevitavelmente, uma rapaziada arrombada. A fita é que, Basswood era uma cidade cuja maior fonte de sustento eram as minas de carvão, vários trabalhadores conseguiam o seu sustento por via dessa mina, trabalho CLT né rapaziada. Foda é que a mina em si ignorava vááárias cláusulas de segurança, tanto que isso vira e mexe resultava em acidentes. Em um desses, o pai da namorada do Sam na época acabou perdendo o movimento das pernas, o que foi o estopim pra ele investigar a mina e fazer um artigo sobre, expondo todas as merdas e problemas de lá. O resultado foi a mina de carvão fechar, com todos os trabalhadores sendo demitidos e fodendo geral. Todo mundo que trampava lá ficou absurdamente puto com o Sam, tentando até pegar ele na porrada. Isso resultou nele saindo da cidade e nunca mais querendo retornar, já que realmente não tinha nada mais lá que prendia ele à Basswood; nem namorada, nem o trabalho.

carta de encerramento de contrato das minas.




Sam também troca ideia com a filha do Nick: Joan, uma pré-adolescente de uns 11 anos. Ela tá super suspeita de que o pai dela não sofreu um acidente, e que na real ele foi assassinado, essa suspeita começou porque a polícia local disse que:

1- o menor tava embriagado

2- o menor tava em alta velocidade

Essas coisas fizeram a Joan ficar muito suspeita porque ela sabia muito bem que o pai NUNCA beberia alcoolizado, e que ele andava na velocidade de uma tartaruga com lepra e AIDS ao mesmo tempo, então era realmente impossível de ele ter sido o motivo da própria morte. A menina já tava também muito estressada, porque além da morte recente do próprio pai, ela tem que lidar com a própria PUTA da mãe dela, que é extremamente ausente e chata pra porra. Também tem o fator de ela odiar a cidade, já que ela sente que tá perdendo tempo precioso da vida dela em Basswood, por ser um local tão pequeno e tão insignificante. Ela pede pro Sam prometer que vai investigar e descobrir a verdade, se realmente o pai dela meteu o louco e dirigiu depois de tomar goró, ou se botaram ele pra mamar.

Joan, filha do Nick (bichinha feia da peste)

Relatório da polícia sobre o acidente do Nick

A história do game me deixou intrigado e até que conseguiu me segurar bem, sabe? Não é algo incrível mas é um mistério que me deixou interessado em investigar e descobrir o que houve, por mais que eu já soubesse que ele realmente foi assassinado, afinal se ele só tivesse tomado uma 51 e tivesse dado um ALT + F4 da vida, não seria tããão interessante assim.. pelo menos pra mim. Mesmo assim eu achei a história meio clichêzinha e não foi ela em si que me segurou no jogo, mas mais a interação dos personagens. Os personagens do jogo foram interessantes pra mim, e eu consegui gostar da maioria, com o meu preferido sendo o "Ele". Basicamente a gente tem esse cara de óculos que fica vira e mexe trocando ideia com a gente, não demorou muito pra eu e a minha mina entendermos que ele era uma manifestação da consciência do Sam, dando dicas do que ele acha mais seguro ou menos seguro de se fazer, e até trocando umas ideia mais casual com o Sam, como se fossem amigos de anos... e pior que eles realmente são. Algumas coisas nessa fita do Sam falar com a própria consciência que eu realmente não entendo, por exemplo, existem vários momentos no jogo que eles tão trocando ideia e pá, beleza, e nesses momentos o tempo parece que só para completamente pra todo mundo menos pro Sam e pra "Ele", e depois que eles trocam a ideia o tempo só parece retornar normalmente como se nada tivesse acontecido, nisso eu já tava pensando que real eles sempre conseguiam parar o tempo quando conversavam tlg, mas aí em outros momentos aparece o Sam falando sozinho e os outros percebendo e perguntando sobre, ou zombando ou ficando putos porque parecia que ele tava sendo uns esquizo. Eu fiquei confuso pra porra com isso.

ele todo esquizofrenico no bar LKKKK

Outra coisa que eu gostei bastante de Twin Mirror é, que na história em si o Samuel passa por momentos de crise, onde a gente entra na mente do palhaço e acompanha o Sam tentando se acalmar, tentando recuperar o foco. É maneiro porque no começo eu vi a mente dele toda cristalizada e bonita, como na foto abaixo:

Palácio mental foda

mas aí nessas vezes que ele tá tendo crise, a mente dele fica completamente maluca e deturpada sabe, parece que ele só perde totalmente o controle do próprio "palácio mental". Tudo fica obscuro, destorcido e estranho, tanto que eu senti várias vezes que o jogo até dava uma puxada pro terror psicológico ou um suspense, nada realmente forte mas só algo que te deixe desconfortável sabe? Eu realmente senti que teve uma pitada dessa intenção por trás, mas óbvio que eu, macaco como sou, posso estar errado.

Palácio mental dark gay

Twin Mirror foi um jogo que eu gostei muito de jogar. Valeu a pena o dinheiro gasto, não é um "AAA", não é uma experiência inesquecível, não é um PUTA jogão, mas ele é muito decente. Ele não te promete nada, mas entrega algo divertido, com um mistério maneiro de se envolver, personagens que são carismáticos, com uma história que por mais que seja clichê, ainda assim foi interessante. O jogo até te dá uma escolha de continuar sem a sua consciência se manifestando pra ti, mas eu não consegui seguir assim, escolhi manter o "Ele" porque esse porra é simplesmente muito carismático, eu realmente gostei desse personagem. Foi realmente divertido jogar Twin Mirror, eu recomendo.

um final feliz 



Obrigado por ler até aqui, até 

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