Fala rapaziada! Tudo suave com vocês? Hoje tô aqui pra poder dale mais uma reviewzinha absurda dos irmão, dessa vez com um jogo chamado "The Last Dead End", peguei essa porrinha na PS Store por uns... 7 mango, eu acho? Pelas fotos parecia ser interessante... só parecia mesmo :(
O jogo começa com o personagem principal, "Farhad Novruzov", retornando pra sua cidade natal, denominada "Old City" no Azerjbaijão. O motivo do seu retorno é bem simples, ele pretendia gravar imagens pra um documentário que passaria em um canal de TV internacional.
Farhad decide fazer uma visita rápida pra uma amiga de infância, Barhad, uma bibliotecária gosto... que gosta muito de livros e... trabalhos e coisas aí...... Ele pergunta pra ela sobre um livro antigo encontrado nas ruínas de uma das cavernas da cidade, e Barhad entrega pra ele. Do nada, o livro que não tinha nenhuma palavra escrita, começa a se manifestar pro nosso personagem. Ele mostra algumas sentenças estranhas, e diz coisas que até parecem vir de um tipo de profecia cabulosa... vai saber.
Farhad então decide ir pras ruínas onde o livro foi encontrado por... sei lá caralho qual porra de motivo, possivelmente esperando achar alguns cenários interessantes pro documentário que ele tá participando. Chegando lá o livro se manifesta novamente pra Farhad. O livro diz ser Ahura-Mazda, um Deus extremamente poderoso da religião do Zoroastrismo, que eu NÃO vou entrar em detalhes aqui porque é complicado, e eu não quero falar bosta sem querer sobre uma religião, só saibam que o Zoroastrismo é uma religião vinda daquela parte do Azerbaijão, mais pra parte da Ásia Central, por aí tlg. Basicamente a religião diz que um dia vai ter uma luta absurda do bem contra o mal e o mundo vai acabar, só isso que eu vou dizer, se você se interessou, por favor pesquise. Farhad tava pensando sobre o motivo de ele ser escolhido, porque ele tinha uma família que era da religião do Zoroastrismo, mas antes de ele conseguir terminar o raciocínio uma cambada de rato voador ataca ele, e o faz cair no poço que ele tava sentado pra descansar a bunda gorda.
Farhad acorda, desnorteado e confuso, sem saber muito bem como caralhos ele foi parar em na cidade no meio da noite.. alguma coisa não tava certa. Caminhando a parada vai ficando cada vez mais tensa, algumas criaturas sombrias se manifestam pro Farhad, alucinações de destruição e fogo o assombram. Farhad chega à conclusão de que esse é um "Outro Mundo", de criaturas malignas e bizarras, e de que ele precisa urgente meter o pé dessa porra. A gente encontra um machado, que usamos pra nos defender contra coisas que vão aparecer mais pra frente, e ao decorrer do jogo, vamos sair e entrar no "Outro Mundo", encontrar criaturas """assustadoras""", batalhar "arduamente" e claro, comer o cu de todos os bichos porque Deus no Céu nóis na Terra e vacilão à 7 palmo do chão 🔫.
No começo a história do jogo já era um pouco confusa, mas depois eu acabei tendo a realização que essa porra é sem pé nem cabeça. O nosso prota tem umas raízes ancestrais ligadas ao Zoroastrismo, o que faz ele ser o escolhido do Ahura-Mazda, o Deus fodão dessa religião, e o Farhad também tem uma backstory envolvendo a própria mãe e a Barhad, e antes que você se pergunte NÃO, NÃO TEM NADA HAVER COM TRISAL INCESTUO-basicamente por culpa do pai da Barhad, que era um prefeito na época que o Farhad ainda morava em Old City, a mãe do Farhad veio a falecer. Foi meio que uma coisa levando a outra, até que aconteceu o incidente brutal. Essa porra de backstory não faz sentido algum viado, especialmente porque o jeito que as coisas poderiam se resolver era extremamente besta. ALERTA DE SPOILER CASO VOCÊ QUEIRA JOGAR OU VER ALGUÉM JOGANDO: A backstory do Farhad basicamente conta que ele e a Barhad, a mulher g0sToS4 do começo, eram namorados. Pela família do Farhad ser bem pobre, o pai da Barhad, que na época era prefeito da Old City, criou um preconceito enorme contra o Farhad e o namoro deles. Então pra acabar de vez com essa fita, o pai da Barhad, e se mantenham aqui comigo enquanto eu digo isso; o cara foi pra casa do Farhad, da família dele, bateu na porta, ORDENOU que o cara terminasse com a sua filha por ser pobre, o que fez o cara, um ADOLESCENTE/ADULTO SAIR CORRENDO pra PORRA duma CAVERNA pra chorar que nem uma criança de 8 anos. Isso fez com que a pobre mãe do Farhad tivesse que entrar na caverna procurando pelo próprio filho. A caverna começou a desmoronar do nada, e como o Farhad e a Barhad já entravam na caverna normalmente pra dar uns pegas, ele já tinha mais noção das várias saídas da caverna, inclusive as mais difíceis de chegar, enquanto a veia não sabia. Resumo da ópera, a caverna inteira desmoronou tampando todas as saídas, soterrando a mãe do Farhad em pedra, matando a velha. O cara conseguiu escapar por pouco na pura sorte, mas ter perdido a mãe naquele dia foi o suficiente pra fazer ele pegar todos os papeis de bunda dele e meter o pé do Azerbaijão. Essa história que eu tô contando pra vocês da plot só nos é revelado mais pra frente no jogo, de uma forma extremamente sem sal, com uma simples conversa bem rasa entre o Farhad e a Barhad, que não resulta em absolutamente porra nenhuma de mais pra plot. Isso foi algo que só foi botado do nada, sem nenhum foreshadow (pelo que eu me lembre pelo menos), e foi usado nesse único momento só pra, sei lá? Dar uma backstory triste pra um personagem que a gente mal tá ligando? Uma maneira de consertar isso seria, sei lá, talvez fazer com que o pai do Farhad tivesse de cama, muito doente, o prefeito da cidade que era o pai da Barhad fosse um bunda mole e não quisesse ter entrado na caverna só por medo mesmo, obrigando a mãe do cara a entrar ameaçando ela de expulsão caso não obedecesse. Tinha formas de fazerem essa backstory ser mais acreditável e até mais impactante, acho que só não quiseram mesmo. Os diálogos entre os personagens são sem graça, a dublagem é bem porqueirinha e tudo é muito sem sal, quase nada que é dito por eles agrega pra interação ou crescimento de personagem, tanto que na verdade o Farhad nem tem um desenvolvimento direito, ele já vai chegando matando um monte de criatura e bicho como se fosse algo mó foda-se, só completando aqui uma profecia religiosa na boa como se não fosse nada de mais.
Os personagens em si, que mal tem desenvolvimento, são apenas o Farhad e a Barhad, porque de resto NENHUM personagem, seja humano ou monstro, realmente tem muita importância ou desenvolvimento, nem mesmo uma criatura encapuzada que tá na capa do jogo, que a gente vê assassinando outras criaturas e que depois tenta matar a gente, tem algum motivo pra estar fazendo o que faz, ela simplesmente só é arrombada mesmo. E as criaturas? Zumbis, corvos e cobras são os inimigos mais normais que você vai encontrar pelo jogo, de resto são bosses, que variam desde uma bruxa maligna e estranha até a porra de um CICLOPE, completamente jogado do nada pra te atacar. Eu tenho quase certeza que um Ciclope não faz parte da lista de demônios do Zoroastrismo, se é que tem uma. Os inimigos são extremamente foda-se, maior parte das vezes eles acabam aparecendo em bandos pra te atacar, com os mais chatos sendo os corvos, simplesmente porque essas porra voam em um cenário escuro, e por serem naturalmente pretos né, nem preciso dizer que fica difícil pegar eles. Os zumbis começam bem fácil de se lidar mas com o tempo eu percebi que eles tavam ficando bem mais resistentes, demorando mais pra morrer, aparecendo em maior quantidade, e dando mais dano por ataque também. O bom é que até lá você já tem uma pistola, que pegamos no começo do jogo já. Ela é útil até a página 2, cumpre os propósitos de uma pistola, mas as armas que realmente devem ser fodas são a metralhadora e a shotgun. Como eu sei disso amigos? O trailer do jogo... eu não peguei nem a metranca nem a 12... não me prestei pra isso não que se foda. Algo que eu me decepcionei bastante foi o "terror" desse jogo, deu pra perceber que eles botaram muito mais foco no combate do que no terror, o que é uma puta pena porque se eles quisessem eles teriam conseguido fazer uma experiência interessante e até assustadora, nem que fosse só um pouco. Em umas partes do jogo eu tava realmente ficando incomodado com a ambientação, por conta da escuridão, a música que eles colocaram pra usar no momento, e o completo vazio que ficava. Isso ia aos poucos construindo uma imersão maneira, problema é que essa imersão era destruída na hora que spawnavam zumbis do nada, correndo que nem as crianças correram do meu Ford Fiesta em 24 de Janeiro de 2018. Sem contar a mudança de música, que saia de um som meio indistinguível e amedrontador pra uma música de ação genérica. Todas as vezes que isso aconteceu foram decepcionantes. O combate do jogo é fraco e chato, só é divertido matar os zumbis por conta do Ragdoll, que faz eles caírem como sacos de fezes pelo chão, e eu sempre acho muito engraçado, mas só isso não sustenta, a gameplay não é nada frenética ou divertida, atira atira atira, bate bate bate com o machado, toma dano pra porra pela enxurrada desgraçada de zumbis rushando pra cima de ti, resistentes ao seu dano, e tomando na bunda pelos corvos avançando em ti, e é só isso. Existem bosses, cada um com a sua batalha específica mas não tem mudança de mecânica alguma de um pro outro, é sempre a mesma coisa: atira atira atira bate bate bate, morreu. O que mais muda é um cenário pro outro, ou os inimigos que vem pra ajudar o boss na batalha, mas só isso também. Pulando pra outro assunto, uma coisa que eu achei bobinha mas gostei, foram os óculos do Farhad. Basicamente eles são a HUD do jogo, mostrando vida, stamina, munição e etc. Os óculos são "especiais" de acordo com o Farhad, e até mesmo possuem indicador de bateria em um dos cantos da tela. Esse indicador é o progresso do jogo, que quanto mais desce, mais chegamos ao fim. É algo bobinho mas eu particularmente gostei, especialmente quando a bateria tava chegando no fim. O jogo tem um bagulho que eu acho muito foda que é um aviso de quick time event dentro do jogo, ele literalmente te para pra avisar que tem quick time events antes de um quick time event começar. A questão do QTE não era justamente pegar o jogador de surpresa, testando os seus reflexos? Então porque cacete eu vou querer saber que vai acontecer um QTE antes de ele rolar irmão? E o quick time em si é bem paia, o tempo não só é grande como as animações usadas pros personagens são bem tosqueira. Deu pra perceber que eles pegaram uns assets prontos pra usar no game, seja de cenário, personagens ou até mesmo de animações. Eu entendo que é um time pequeno do Azerbaijão, dando sangue e suor pra fazer um game maneiro que seja ambientado no próprio país deles, país esse que tem uma cultura muito maneira por trás, mas porra, se é pra colocar grana no bagulho irmão, então entrega o bagulho direito, não importa o quão barato o preço vai ser, dinheiro jogado no lixo dói na alma, independente da quantia. E infelizmente foi isso que eu senti jogando e zerando The Last Dead End, que o meu dinheiro foi mal gasto.
O jogo me deu impressão forte de ter usado muito asset pronto na parte gráfica, sejam modelos ou cenários, os personagens são rasos, com a backstory do Farhad sendo, ao meu ver, mal feita, até parecendo rushada, com diálogos entre ele a Barhad que nunca levaram a lugar nenhum e história confusa. Gameplay repetitiva, que TEM bons aspectos de terror, mas que são jogados de lado pelo combate massante e chato, eu realmente fiquei triste que eles não focaram no terror, tinha potencial. Se fosse pra dar uma nota pra The Last Dead End, seria um 5/10, sendo amigável, porque tem lixo 1.000 mais radioativo por aí. Quero ver o que a rapaziada responsável pelo jogo tem a oferecer pros próximos projetos, afinal, cada erro é um aprendizado, e cada aprendizado, uma melhora.
Muito obrigado por ler até aqui, tamo juntão! Até a próxima, se cuidem viu <3
Comentários
Postar um comentário