Eae rapaziada, tudo suave? Bruno aqui com mais uma review. O jogo da vez é o primeiro a ter sido feito pela FRICTIONAL GAMES, sendo esse o PENUMBRA: OVERTURE. Lançado lá pra 2007, foi o game que iniciou a carreira da FRICTIONAL na indústria dos jogos, já fazendo eles começarem com o que eles fazem de melhor: jogos de terror.
O jogo se passa nos anos 2000, e a gente assume o papel de Phillip Buchanon (nome estranho da porra). Um físico de 30 anos que perdeu a mãe a pouco tempo, e, depois de receber uma carta do próprio pai (detalhe: o filho da puta tava morto), decide seguir algumas instruções na carta, que levaram ele pra uma localização desconhecida e estranha na Irlanda.
Tendo pego um avião e depois um navio já na Irlanda, Phillip desce e acaba se fodendo porque tava um frio do caralho. O frio era tanto que 5 minutos exposto à ele e o Phillip já tava quase tossindo sangue de hipotermia. Tendo seguido até uma entrada de uma mina abandonada, ele quebra a entrada e consegue se salvar. Foda é que quando ele entra na mina (ui) a única saída colapsa, obrigando o Phillip a seguir mais fundo.
Penumbra no quesito gameplay é foda mano, já vale a pena começar a falar do jogo desse jeito. Ele é basicamente o que a Frictional sempre gostou de fazer, jogos de terror com uma pitada (e, as vezes, até demais) de puzzles espalhados pelo cenário, sendo preciso usar o cérebro pra poder conseguir passar deles. Em alguns jogos da Frictional, como, por exemplo, Amnesia: The Dark Descent, esse quesito de puzzles é forçado ao extremo em várias ocasiões, com puzzles muitas vezes impossíveis de conseguir fazer sem a ajuda de um detonadinho sabe? Então, a Frictional, ao meu ver, peca pra caralho nisso em alguns jogos, mas esse Penumbra NÃO É o caso. O jogo apresenta uma quantidade grande de puzzles espalhados pelo cenário, e a gente vai tendo que resolver cada um deles pra poder prosseguir, como de costume, mas o que se destacou pra mim é que os puzzles de Overture NÃO SÃO insuportáveis de fazer. Eu tive que usar o meu cérebro, tive que analisar o cenário e pensar, mas não muito tempo depois eu fui conseguindo entender o que era pra fazer e o que era pra usar, e cara, a sensação de você conseguir passar de quebra cabeças sozinho sem precisar da ajuda de um detonado é TÃO BOA! Eu realmente senti que tava fazendo progresso real no jogo, enquanto dava um boost no meu ego pequeno e triste. Passar pelos puzzles de Penumbra foi genuinamente algo maneiro. A gente tem um inventário também, como de costume, com uma boa capacidade de armazenamento, temos cura que podemos usar que são os analgésicos, bifes que servem de isca pros inimigos, uma lanterna e um glowstick que serve pra substituir a lanterna caso as baterias acabem. Eu não tive problemas com isso visto que eu não usei taanto a lanterna, o jogo em si já é bem iluminado com a configuração de brilho padrão, então fica fácil de conseguir ver tudo, mas isso não faz a lanterna ser inútil, já que em vários momentos eu precisei usar ela pra enxergar, só não foi toda a hora, e também, o game é bem generoso com a quantia de baterias que te entrega. Penumbra: Overture tem um sistema de """combate""" fraco pra caralho, mas não diria que é culpa do jogo, é minha, por saber disso e continuar tendo insistido no combate. Esse não é um jogo de se defender na porrada, ele é de, primordialmente, correr e USAR as coisas do cenário pra sua defesa, como barris e tanques de gás, porém em vários momentos eu fiquei tentando usar as armas que o jogo entrega, que em si servem mais pra poder quebrar obstáculos na sua frente do que pra se defender.Temos um martelo, uma vassoura e até uma picareta (inclusive a mais OP das armas). Elas dão conta do recado sim, mas não foram feitas no game pra serem usadas pra auto-defesa, ESPECIALMENTE contra múltiplos inimigos ao mesmo tempo, é sério. A gente usa o mouse pra atacar, apertando o botão esquerdo, segurando ele, e movendo o mouse da esquerda pra direta, vice versa, ou de trás pra frente, com esse último sendo o ataque mais fraco. Como eu disse irmão, elas dão conta do recado, mas não foram feitas pra porradaria. A ambientação do jogo me agradou muito, ele não é ápice do terror moderno mas Penumbra consegue fazer você se sentir agoniado com muita frequência: sons estranhos tocando ali e aqui quando você menos espera, grunhidos, vozes falando baixinho palavras que você não consegue entender, até mesmo sons ambientes como o das cavernas me fizeram ficar extremamente agoniado em vários momentos, mesmo não tendo nada que me fizesse estar em perigo tlg. Tudo isso fez eu gostar de mais da ambientação do game, tudo isso misturado com a escuridão e a solidão deram um bom resultado. Os inimigos acabam variando mas bem pouco, acho inclusive que no total são uns 3 tipos de inimigos, é bem limitado mesmo. Temos o lobo maluco crazy que vai ser o nosso maior perseguidor ao decorrer do jogo, eles sempre estão em bando espalhados pelo cenário, conseguir desviar deles é até que fácil, a IA de Penumbra Overture é burra pra porra, então várias vezes os bicho vão passar contigo no lado deles e os imbecis não vão perceber KKKK nunca perde a graça. A gente pode acabar pegando uns bife espalhado pelo cenário também pra usar de isca pra eles, mas eu quase nunca usei eles então... Sei lá, achei eles meio inúteis.
As vezes a gente entra numas caverninhas, e nessas caverninhas a gente consegue encontrar o segundo tipo de inimigo, as Aranhas. Essas filhas da puta que me fizeram perceber que o combate de Penumbra é muito quebrado. Elas tão espalhadas por algumas seções do jogo e normalmente passar por elas é um saco do caralho, tanto que eu acho que elas foram os bicho que mais me mataram no jogo inteiro. Elas vem em bando, atacam em bando e te comem o cu em bando. Elas podem ser mortas mas isso exige bastante porrada (umas 6, o que é suficiente pra você perder tempo e morrer sendo atacado pelas outras aranhas). Tem uma parte em específico que foi a mais marcante pra mim, e essa foi na introdução delas. Basicamente, a gente tá em uma mini caverninha em que precisamos passar pra prosseguir, maz a gente vê que tem uns ovos de algo ali, e do nada a caverna treme e a entrada fica bloqueada por escombros. A tremedeira faz os ovos racharem e uma caralhada de aranha começa a vir. A gente tem que correr, passar por um buraco e bloquear ele com uma rochona, depois correr mais um pouco e usar um isqueiro que pegamos mais cedo pra tacar fogo na entrada e bloquear a passagem das filhas da puta. Isso foi mais marcante pra mim porque foi meio que a primeira vez que eu entrei em contato cm essas puta, e elas me mataram muito nessa parte porque eu fui BURRO e não tinha percebido uma PUTA ROCHONA enorme ali na entrada da outra seção da caverninha, então eu morri por idiotice pra caralho.
| bichos arrombados |
Também não posso esquecer o terceiro inimigo do jogo, que, por sinal, é o arrombado que tá na capa do game logo atrás do protagonista... O Verme. Basicamente, na história de Penumbra: Overture, uns caras tavam fazendo uns experimentos estranhos com uns bicho meio larva sabe, experimentos esses que começaram a resultar em uns vermes com um tamanho meio... Maior, que o costume. Um desses resultados foi O Verme de Merda, que é esse arrombado aí da foto abaixo:
| é... pois é.... é. |
Só pela aparência do arrombado é de fácil percepção que ele não é dócil. Essa desgraça não aparece taanto tanto em várias partes, na moral ela só aparece em 2 no jogo todo, mas, em compensação, quando aparece é impactante pra caralho. Você nunca espera por ela aparecer e quando essa porra aparecia eu sempre sentia um desespero descomunal. O desing do verme também é extremamente escroto. Como padrão de um verme, ele não tem braços nem outros membros, ele tem apenas uma boca lotada de dentes afiadíssimos, e vai se arrastando de maneira nojenta e repulsiva por aí. Odeio esse filho da puta.
| VAI TOMA NO CU PIRANHAAAA |
As cavernas são enormes, e vamos passando por várias seções diferentes dela enquanto exploramos, especialmente visto que esse lugar era usado pra mineração e várias fita maluca começaram a rolar aqui. Vozes a noite, grunhidos e outros bagulhos estranhos foram reportados pelos mineradores até o momento em que decidiram que aquela porra não valia a pena, e geral meteu o pé. O que sobrou foram maquinários, diários, notas de pesquisa e até mesmo comidas e rações de exercito. Os ambientes que a gente passa são muito fodas, um dos que eu mais gostei foi um que apareceu mais lá pra frente no jogo. Eu esqueci o nome em si dessa porra, mas é basicamente um lago muito foda envolto de neve. Não sei dizer direito o porquê de ter algo assim numa mina antiga, mas tinha, e inclusive foi túmulo de dois exploradores que passaram por lá antes da gente. Ficamos sabendo disso por conta de uma carta, vou colocar ela aqui porque sou gay.
| cara não lembrava que era tanto texto assim KKKK ele só tá reclamando que vai morrer. Fodase. |
O lago em si é um local até triste. Tudo congelado, sem nenhum sinal de vida. Não sei dizer o que houve com o corpo daquele cara que escreveu a carta, se pá ele até foi devorado pelos lobos que tavam por perto, vai saber.. na carta a gente tinha visto que um dos moleque ficou maluco e começou a atacar o outro menor do nada, mordendo, arranhando, socando, fazendo um monte de porra estranha no cara e inclusive rindo, menor ficou totalmente 13. Aí, depois de eles acabarem caindo ali na região do lago, na parte da neve, um deles ficou sangrando enquanto o outro foi levado por uma das plataformas de gelo, e foi levado pra longe inclusive. Ele tava com um pé de cabra. Sabendo disso, a gente vai até esse lago e procura o pé de cabra, porque precisávamos dele pra forçar uma porta a abrir. E então, passando pelo gelo EXTREMAMENTE frágil, encontramos o pé de cabra.
| Skill issue. |
São momentos como esse no jogo que me marcaram, coisas simples mas que me pegaram desprevenido, que nem isso do pé de cabra.
Em quesito da história, é realmente difícil de eu opinar muito porque o jogo acaba com um Cliff hanger, a história só se encerra nos jogos posteriores ao Overture, então eu ainda não pude formar uma opinião 100% concreta sobre lore, MAS, do que eu vi, ela é muito interessante. Um filho que perdeu o pai muito cedo, um pai que parece que deixou uma carta pro próprio filho depois de morto, carta essa que foi entregue pela própria mãe PÓS MORTE! O Phillip (protagonista) já não tinha nada a perder, então ele vai no local onde o pai dele disse pra NÃO IR, e lá ele começa a experienciar o que, nas palavras dele mesmo, o maior erro que cometeu. No começo do jogo já tem um recado do próprio Phillip, dizendo que se tudo deu certo, ele (Phillip) morreu; mas, se o destino não sorrir, então geral se fode. Também acho que vale a pena citar um personagem em específico que foi o Red. Ele é um homem que nunca vemos o rosto, e temos contato com ele via um rádio que adquirimos mais pro começo do game. Ele vira e mexe nos chama, nos guiando pelos locais, dando a letra da onde temos que ir e como prosseguir, tudo isso pra tentarmos chegar nele. No começo eu não sabia o que pensar sobre o Red. Ele parecia ser um sujeito meio loucão tlg, não batia muito bem. Depois de um tempo eu comecei até a me apegar por ele, porque ele vira e mexe ficava nos chamando no rádio pra trocar uma ideia, por mais que só ele falasse né já que o nosso personagem não é dublado... Paia. Então eu comecei a pegar um carinho. Mais pra frente a gente vê que ele é um homem MUITO solitário e sofrido. Ele ficou nessa caverna há muitos e muitos anos. Sozinho. Sem absolutamente ninguém pra trocar ideia e fazer companhia. Eu realmente fiquei chateado quando descobri o quão solitário ele era, mas fiquei feliz até de ter servido de companhia pro cara nesse tempo de jogo sabe.
Penumbra: Overture foi um jogo que realmente me agradou mano. Departamento gráfico bom, pra 2007 é lógico que tinham coisas mais bonitas mas esse foi o primeiro jogo da Frictional, uma empresa bem iniciante, então faz total sentido muitas coisas serem diferentes do que tamo acostumados hoje em dia, e também pra época, pelo tamanho e verba que o time teve. A ambientação é ótima, realmente me deixou desconfortável e nervoso em vários momentos. A OST do game não deixou a desejar, tiveram muito mais sons ambientes mas quando era pra ter uma música de perseguição rolando, era maneirona. Eu adorei os puzzles, e olha que isso é algo absurdo de eu dizer já que eu odeio quebra cabeça, mas os de Penumbra foram genuinamente satisfatórios de resolver sozinho! Deu pra entender tudo e nada realmente tava totalmente na cara, o que melhorou muito mais pra mim. Esse jogo foi uma experiência que eu nunca vou esquecer, foi muito bom pra conhecer o primeiro trabalho da Frictional.
Obrigado por ler até aqui ❤
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