Agora fudeu.
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| O pobre homem todo fodido |
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| Os resquícios do homem |
Andamos mais um pouco depois desse susto da porra, na esperança de encontrar, talvez, mais alguma alma viva por esse lugar amaldiçoado, mas sem sucesso. Avançando no Bunker, depois de um cagaço que eu tomei porque o jogo mostrou o botão de correr no momento que eu abri a porta, e começou a dar um puta barulho de coisa se movendo, com poeira caindo do teto E AS LUZES APAGANDO, me fazendo INSTINTIVAMENTE DE PURO CAGAÇO CORRER MUITO E FECHAR A PORTA ATRÁS DE MIM, só pra descobrir depois que NÃO TINHA NADA atrás de mim, nós encontramos uma sala segura... e a única do jogo em que podemos salvar o progresso por sinal... :D
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| Sala segura |
Nessa sala nós temos acesso ao Gerador, que é basicamente uma das poucas coisas que vai nos dar uma sensação de segurança singela ao decorrer do game. Nela, nós podemos ligar o gerador do Bunker, fazendo energia correr por todo o lugar, e com um aviso deixado do lado do gerador a gente descobre que "Aquele porra" não gosta de luz... quem quer que seja "aquele porra".
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| O gerador com a mensagem ao lado. |
E é basicamente aqui que o jogo REALMENTE começa. Aqui que nós somos introduzidos à mecânica do gerador que, como já explicado, serve pra poder "repelir", digamos assim, o que quer que esteja rodeando o Bunker conosco. Claro que a energia do gerador não é infinita, então existem uns galões de gasolina espalhados pelo cenário que a gente consegue pegar e levar pro gerador, o abastecendo. Pelo o que eu me lembre, em torno de uns 5 ou 6 galões são necessários pra encher o gerador, e é bem recompensador procurar deixar ele o mais cheio possível, porque a gasolina dura uma quantidade boa de tempo. As luzes não nos tornam completamente seguros, vale lembrar, mas já servem muito pra que consigamos ficar um pouco mais tranquilos enquanto exploramos. Também pegamos um reloginho que serve pra vermos o tempo restante antes da energia sucumbir.
Na safe room também temos um baú que podemos usar pra estocar os nossos itens, e por mais que ele tenha uma quantidade de espaço limitada, ele é um salva-vidas da porra, e um fato que eu acho muito maneiro é que as coisas não dão de-spawn no game, então se o seu baú ficar cheio e não tem mais espaço no inventário, você pode deixar os itens jogados do lado do baú (ou em outro lugar conveniente na safe room) pra não perdê-los. Eu gostei muito disso, e me salvou muito na questão de loot. Saindo da safe room é que o terror real começa, porque agora filho, é você, e você, porque Deus não existe dentro desse bunker.
Ai ai... por onde caralhos eu começo a falar sobre a gameplay? No jogo inteiro, do começo ao fim, eu sempre senti uma sensação horrorosa de falta de segurança, como se nenhum lugar além da safe room fosse realmente um bom lugar pra se esconder por um tempo, qualquer barulho, até mesmo chutar uma pedrinha no chão sem querer poderia ser um erro que levaria à consequências desastrosas. TODO o momento eu tive o sentimento forte de perigo iminente, todo aquele sangue, iluminação precária (isso quando TINHA energia pra iluminar o Bunker), e os barulhos dentro das paredes eram uma lembrança constante de que eu não tava sozinho, de que tinha algo me caçando, e a qualquer momento, ele poderia sair da onde quer que tava escondido. Tem algo que eu acho muito foda nesse jogo que é: em vários momentos enquanto a gente tá andando por aí no Bunker, nós podemos escutar barulhos de bombas vindo da superfície. Isso é mais um lembrete constante de que: mesmo que, com sorte, a gente saia desse inferno subterrâneo, tem o inferno na superfície irmão; a questão é tentar definir QUAL deles é o PIOR, o que tem uma criatura enorme e destruidora de carne, ou o que tem homens lutando com chumbo, bombas e gases mostarda... e ter essa lembrança foi assustadora pra mim em vários momentos, me fez sentir um sentimento de imponência e falta de esperança enorme.
Mesmo estando presos com essa coisa do caralho, a gente não tá completamente sem meios de nos defendermos. Ao decorrer do jogo a gente eventualmente encontra uns loots bem bacanas, especialmente munições, granadas de fumaça, mostarda e granadas explosivas mesmo; maneiras de nos protegermos contra o que tá nos perseguindo. MAS, é sempre importante deixar destacado que, n ã o d á p r a m a t a r a B e s t a.
A criatura é absurdamente resistente, ela sempre vai retornar independente do que você faça, se você atirar contra ela, o bicho fica desatordoado por uns momentos, mas logo ele retorna mais irritado que antes, então você sempre vai ter que fugir. Explosões, gases, tiros, irmão, tanto faz, você sempre vai ter que correr e/ou se esconder pra se salvar, porque lutar contra ela é inútil. É uma batalha perdida.
Dentro do Bunker tem um monte de buracos espalhados nas paredes, em quase todos os cômodos, e essa é a forma principal da Besta se mover pelo lugar. Qualquer mísero barulho que você fizer, até mesmo se você não andar agachado, vai ser o suficiente pra ela conseguir perceber onde você tá; e antes que você perceba, a Besta já tá saindo da sua toca e indo atrás de você. Os encontros com esse filho da puta desse bicho sempre me deixaram muito aflito. Você consegue escutar os passos pesados dele se aproximando, a respiração monstruosa, os barulhos e rugidos que ele faz, e tudo isso no completo escuro, e sabe o porquê no escuro, pelo menos na maior parte do tempo? Porque se você usar a sua lanterninha com a Besta por perto você tá fudido meu parceiro, a lanterna que os miseráveis da Frictional deram pra nós é uma que funciona por corda, e ela é barulhenta PRA CARALHO, ou seja, até mesmo pra VER você precisa arriscar chamar a atenção da Besta, e sim, ela É atraída quase sempre que você usa a lanterna com frequência, eu tentei bastante dar no máximo umas 3 cordas na lanterna pra tentar evitar barulho, mas eu não consegui manter direito porque a lanterna, além de barulhenta que só uma porra, não dura quase nada acesa. Basicamente você toma no cu até pra poder enxergar nessa desgraça. Eu gostei muito da gameplay, a gente acaba se deparando com várias mecânicas fodas ao decorrer do jogo, como armadilhas de granadas e bombas de gás espalhadas pelo Bunker, que foram deixadas pelos soldados pra tentar afastar a Besta, mas eles meio que botaram no nosso rabo porque eu CAI NESSAS MERDAS VÁRIAS VEZES e TOMEI NO CU fortão por isso. Também tem uns ratos extremamente filhos da puta. Se você chega perto dos ratos enquanto eles tão comendo, eles vão te atacar, pulando em cima de você e te mordendo. Essa merda além de fazer barulho, ainda te deixa sangrando e fodido, o que faz com que você deixe rastros de sangue por onde passa, e adivinha só? Esses PUTO são atraídos por sangue, olha que divertido. Pra parar o sangramento nós podemos usar os curativos, que as vezes encontramos prontos mas na maioria das vezes precisamos fazer nós mesmos, juntando um pedaço de pano e uma fita pra fazer um curativo pequeno, e adicionando um tipo de remédio pra fazermos um curativo grande. Também existem uns medkits espalhados por aí mas são um pouco difíceis de encontrar.
Os puzzles do jogo me agradaram de mais, eu normalmente tenho problemas com puzzles, especialmente aqueles que são REALMENTE desafiadores (um bom exemplo são os do Amnesia: The Dark Descent que PUTA QUE PARIU tem umas partes MUITO chatas naquele jogo). Então, pra um gorila que nem eu que ODEIA pensar, os quebra-cabeças realmente não foram insuportáveis nem nada, nem me deixaram com vontade de socar 5 cacos de vidro no meu cu. Você acaba andando tanto pelo Bunker, que percebe que o lugar realmente não é lá tããão grande assim, então chegar em lugares bloqueados e entender o mapa fica muito mais fácil, e isso ajuda muito na hora de fazer os puzzles, porque muitos deles envolvem você entrar em algum local bloqueado pra pegar um item específico, seja um alicate ou uma chave.
A história desse jogo é, pra mim, a mais triste da franquia inteira. Ela não tem momentos de revelação bombásticos, e nem te joga na cara o que é aquela criatura e da onde ela veio; você mesmo vai fazendo as descobertas ao decorrer da jogatina lendo umas cartas deixadas por soldados, tenentes e generais, explicando e reclamando de algumas coisas que rolavam no Bunker. Sons estranhos vindo de lugares específicos a noite, alucinações, e do nada, ataques repentinos aos soldados. Tanto que logo no começo a gente encontra uma foto de uma das primeiras vítimas da Besta, antes mesmo de eles verem como ela é, e olha, a carta descrevia que a morte do cara foi sádica, a criatura quis fazer ele sofrer, e realmente conseguiu.
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| Sim, isso é a primeira vítima da Besta. Olhos arrancados, mandíbula destruída e língua arrancada, tronco aberto e costelas quebradas, cortes por todo o corpo. Isso não foi um ataque pra matar na hora, foi pra torturar. |
Essa foto, relatos, além dos vários corpos que encontramos pelo Bunker, totalmente dilacerados e brutalizados, foram pra mim provas concretas que aquela merda que tava me caçando não tinha os instintos de um animal selvagem só, era algo absurdamente violento e sádico, até mesmo demoníaco se quisermos levar pra esse lado. E tudo isso me fez ter uma tristeza muito grande ao descobrir o plot do jogo, e principalmente os motivos por TODO aquele inferno ter acontecido, em que uma simples ação, um gesto de bondade até mesmo e preocupação, sem querer CONDENOU todo mundo dentro do Bunker, e especialmente um homem que, de todos ali, era o último que merecia ter um destino tão trágico, cruel e injusto. A cena final do Bunker me deixou com um aperto no coração enorme, e me deixou claro que os caras da Frictional são mestres em contar histórias, especialmente uma histórias trágicas. Eu já tive uma experiência extremamente interessante com o Amnesia: Rebirth antes, e em momentos senti tristeza e dó da personagem principal, a Tasi, porque a situação que ela se encontrou era extremamente azarada, e não foi culpa de nenhum dos tripulantes, foi só um azar muito do filho da puta mesmo (inclusive isso vale pra maioria dos protagonistas dos Amnesias); mas a situação do Henri é muito fodida também, especialmente porque ele tem ligação direta com o Stalker, e especialmente a sua origem. É realmente difícil fazer uma análise do jogo sem falar a história tin tin por tin tin, porque ela é muito boa e bem escrita, mas eu quero muito salvar essa parte pra quem estiver lendo isso, caso alguém esteja, experiênciar por conta própria o magnum opus que é o Bunker. Um MONTE de vídeos no YT apoiam esse fato concreto que eu vou estar jogando na cara de vocês agora: Amnesia The Bunker é um dos MELHORES jogos de terror já feitos, e tá no meu top 3 jogos de terror cabulosos. Ele tem uma ambientação pesada, os sons da guerra na parte de cima enquanto o inferno subterrâneo acontece são aterradores, desolantes; a sensação de perigo constante é forte de mais. Eu andava como um rato sujo de esgoto medroso e podre, tentando sempre não fazer barulho, mas a cada garrafa que eu chutava sem querer, a cada passo pesado que o Henri dava, um barulho dentro das paredes podia ser escutado, e do nada, ele aparecia.
Em questão de áudio, não tenho do que reclamar desse Amnesia, a dublagem do Henri é ótima, como a do Lambert também, além de outros poucos personagens vivos que a gente acaba encontrando ao decorrer da jogatina, um destaque vai pra aquele soldado alemão, que foi feito de prisioneiro de guerra pelos soldados franceses. O desespero na voz dele é absurdo, e dá pra perceber o medo ele aumentando mais assim que a Besta sai da toca e começa a te procurar. Por algum motivo na minha jogatina a Besta nunca chegou a entrar na cela dele, por mais que ele faça um barulho desgraçado e tenha um buraco pra Besta passar, ela só se recusava a entrar na cela dele e fazer o serviço. Eu fiquei confuso com isso porque na primeira jogada eu imaginei que eu precisaria atrair a Besta pra cela do alemão, pra que a criatura comesse o cu do menor e acabasse abrindo a cela pra mim, que me faria conseguir pegar o alicate, necessário pra caralho pra poder prosseguirmos e passarmos por lugares trancados. Só depois que o macaco aqui foi descobrir que seria necessário fazer uma maracutaia do kct pra conseguir acesso à cela. Temos a escolha de já meter um tiro no alemão logo de cara, ou de deixar ele vivo, mas independente do que a gente escolha ele vai morrer de qualquer jeito, seja por nós, ou pela BestaDesde sempre a franquia nos agracia com os seus puzzles, o primeiro Amnesia por exemplo é a melhor comparação que dá pra fazer com qualquer jogo da franquia em relação aos puzzles, porque o The Dark Descent tá lotado ATÉ O CU de quebra cabeças, inclusive uns difíceis que só a desgraça e impossíveis (pra mim) de conseguir resolver sozinho. Alguns puzzles acabaram voltando no Rebirth, porém eles não foram tanto foco na gameplay como foram no The Dark Descent, e aqui eu acho que a situação foi quase a mesma, não que eu tenha problema com isso já que, pra mim, quanto menos quebra-cabeças em um jogo, melhor. Eu odeio puzzles. Os do Bunker não foram exatamente "fáceis" de serem resolvidos, tanto que teve partes em que eu me perdi e precisei dar uma conferida em uns vídeos do YT e guias escritos pra entender como me localizar, e onde ir pra completar o objetivo do momento, tanto que conseguir o alicate por exemplo foi uma porra pra mim. Se for comparar com os outros da franquia, eu diria que o Bunker fez um ótimo serviço em questão dos puzzles, nada realmente amaldiçoado como o primeiro, mas nada tão fácil e simples.
Se for pra gente falar graficamente do jogo ele é maravilhoso, ele tem detalhes lindos, o sangue é realista, a carne dilacerada dos corpos é tenebrosa, o modelo da Besta é simplesmente assustador, tanto que se você der uma analisada vai perceber que ela tá cheia de facadas e machucados, mostrando que os soldados tentaram lutar contra ela e se defender, mas foi inútil, tudo serviu pra ela ficar mais irritada e agressiva. Não tenho o que reclamar sobre os gráficos e o nível de detalhe nas coisas, tudo é muito bem feito e bonito, o que é de se esperar de algo vindo da Frictional.
Amnesia: The Bunker é o melhor jogo de terror que eu joguei em 2025 sem sombra de dúvidas, ele tem um espaço enorme no meu coração junto com todos os jogos da franquia de Amnesia, e SOMA também, feito pela Frictional, que é outro jogasso do caralho. História triste, trágica e intrigante, gameplay assustadora e ambientação de cair o cu da bunda, trilha sonora foda com os sons ambientes e bombas estourando acima de você, relembrando que o inferno está em cima e em baixo. Obrigado Frictional, e façam logo a porra de mais um Amnesia, por favor.
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