Faaala rapaziada! Como cês tão? Retornando depois de uma boa cota, pra poder trazer uma review de um jogo muito brabo que eu joguei recentemente, que me trouxe de volta com tudo pra franquia de Amnesia. o jogo da vez é "Amnesia: Rebirth"!
A gente assume o papel de Tiana Tasi Trianon, ou só Tasi mesmo, como ela prefere ser chamda. Tasi, acompanhada do seu marido, Salim, e de seus companheiros arqueólogos, viajam de avião por parte da África do Norte, fazendo uma expedição pelo país. Tudo normal, tudo maneiro, até que em um momento tudo vai pro caralho. Alguma coisa acontece com o avião, fazendo a asa da esquerda começar a pegar fogo, e estourar. O piloto chama por SOS informando que o Avião em que eles estavam, que se chamava "Cassandra", estava caindo de uma altitude filha da putamente grande. No impacto, enquanto segura a mão do seu marido o mais forte possível, Tasi desmaia.
Ao acordar, Tasi percebe que tá completamente sozinha, e começa a andar pelo deserto da fodendo Nigéria, sem nada de comida ou água com ela, apenas uma esperança de conseguir encontrar o seu marido e os seus amigos da expedição.
Tasi caminha até chegar em uma caverna cabulosa, onde encontra um relógio mais cabuloso ainda. Esse relógio faz com que, acreditem ou não, ela consiga abrir FENDAS DIMENSIONAIS, lógico que no começo ela não consegue entender muito bem isso, e nem a gente, mas a fita é essa.
Ela acaba parando em um outro mundo, onde encontra alguns restos mortais do que parecem ser humanos, sem dúvida uma primeira impressão bem merda.
Depois de correr bastante e escutar vários barulhos beeem desagradáveis, Tasi consegue achar uma forma de voltar pro nosso mundo em segurança... por enquanto. Ele continuava na procura dos seus colegas e do seu esposo, até que desmaia novamente, possivelmente devido a fraqueza de não ter comido nem bebido nada desde a queda da Cassandra. Tasi acorda, e percebe algo diferente nela mesma.. a sua barriga... ela cresceu. E não foi um crescimento de gordura, e sim de gravidez. Tasi, sozinha, apenas com Deus nas rezas, tava grávida ainda por cima. Agora, com essa criança dentro dela, Tasi vai ter que continuar procurando o seu marido e colegas, tentar entender o que aconteceu com eles, e principalmente, como sair daquele lugar do demônio.
Basicamente rapaziada, essa é a sinopse do jogo. Eu realmente fiquei bastante confuso com a história no começo, especialmente por conta de toda essa fita de viagem temporal, indo pra outro universo e os caralho a 4, tanto que tiveram momentos que a plot começou a parar de me agradar, eu comecei a ficar até mesmo entediado com o jogo, porque eu justamente não tava entendendo direito o que aquela história tinha haver com o mundo de Amnesia. Tá que os jogos realmente não seguiam uma linha lógica entre si, basicamente em cada Amnesia você controlava um personagem específico passando pelo seu próprio tipo de pesadelo, desde o prota do Amnesia: The Dark Descent, até o prota do Amnesia: A Machine For Pigs (dois jogos maravilhosos que eu amei jogar). Porém todos eles tinham me deixado extremamente angustiado de um jeito bom, com a atmosfera cabulosa que eles proporcionavam, já até o momento no Rebirth, eu tava não só confuso com a história, como não tava sendo tão agradado pela ambientação. O jogo leva o seu tempo pra construir um ambiente cabuloso, e dá muito certo, mas nem todo mundo tem paciência pra continuar jogando esperando que a ambientação melhore.
Mas sendo sincero, valeu bastante a espera.
A ambientação de Amnesia: Rebirth é algo que teve o seu tempo pra se construir, mas conseguiu um resultado muito bom quando o assunto é ter me deixado agoniado em várias ocasiões. Sejam pelos momentos de perseguição gato-e-rato, quando o inimigo tá a espreita e você tem que ficar bem esperto pra não dar de cara com ele, ou em momentos que não tem porra nenhuma de perigosa por perto, mas os barulhos, os cadáveres, sangue derramado e a escuridão me fizeram ficar beem atento. Pra dar um exemplo pra vocês de uma dessas partes que eu lembro vividamente... e olha que eu zerei o game faz uns 4 meses já, por aí. Uma hora a gente entra numa espécie de fortaleza, temos que resolver uns puzzles, padrão da franquia né, mas nada difícil ao nível do The Dark Descent (graças a Deus). Em uma dessas partes a gente consegue acesso pra uma sala cheia de cadáveres, lógico que uma sala escura, e só conseguimos chegar nessa sala por meio de uma janela, fazendo um parkour-grávido. Nessa sala tem um tipo de jaula, com mais cadáveres, e a gente consegue pegar uns loots ali e aqui, e tava lá eu suave prestes a sair da sala, quando reparei que tinha um tipo de dispositivo conectado à porta, era uma bomba. Eu notei essa porra antes de abrir, mas acho que eu acabei tacando uma lata no explosivo de longe, pra poder abrir a porta, e não só o barulho foi absurdo, como depois eu acabei pensando na cagada e percebi que possivelmente tinha chamado a criatura pra mim, criatura essa que eu imaginava estar à espreita, mas não sabia se tava perto ou longe de mim. Ou seja, pelos próximos 5 minutos eu fiquei num canto da sala cheia de mortos, o que aumentava a insanidade da Tasi, esperando e rezando pra que cristo fizesse com a criatura NÃO ENTRASSE naquela sala... ela entrou :)
Outro momento também foi chegando na reta final do jogo, a gente precisaria passar por uma horda de criaturas agressivas, que pelo menos naquele momento, pareciam estar dormindo ou só bem encolhidas, mas acordadas. Chega muito perto, certeza que é vapo, e elas tem audição boa, então o jeito é ir bem devagar, com calma e cuidado pra não encostar em nenhuma. A música que toca nessa parte é tensa por si só, e vira e mexe uma criatura se mexe de um canto pra outro, com você tendo que tentar driblar ela, cara, sério, eu falando fica uma merda mas É tenso mesmo, juro, o bagulho foi louco. Sem contar nos efeitos sonoros do jogo que são ótimos, a dublagem é muito boa, a voz da Tasi é linda e a voz das criaturas é bem amedrontadora. Por falar em criaturas, é comum que na franquia a gente tenha monstros nos perseguindo, padrão desde o primeiro. Nesse não é diferente, dessa vez nós temos criaturas que eram humanos um dia, mas por conta de uma infecção causada por algo relacionado à plot, ou seja, não vou contar, elas se transformaram em seres sedentos por sangue e carne, quase como Wendigos mas... talvez menos selvagens? Eles ainda tem um pingo de consciência restante mas é bem pouco, já os Wendigos são completamente absurdos mesmo.
A presença dos Ghouls pra mim foi absurda, eles rendem muitos momentos extremamente tensos de perseguição, tanto que eles são introduzidos de uma forma tenebrosa, logo com você topando literalmente frente-a-frente com um deles, mal te dando tempo de conseguir pensar no que fazer e pra onde correr. Eles são ágeis, velozes, e muito inteligentes, Frictional quis porque quis fazer um inimigo filho da puta, e olha que eu nem joguei o The Bunker ainda, naquele tem um Ghoul só, mas aquele vale por 6... Enfim, tem outro fdp que é um desgraçado, é uma criatura voadora que se teleporta, ele usa como se fosse uma lamparina pra iluminar o caminho, e a luz dela fica vermelha quando detecta um alvo... nós, por assim dizer. Eles são extremamente arrombados e eu odeio eles vao se foderem
Em questão de gameplay o jogo funciona quase como os outros Amnesia, a gente tem o sistema de insanidade retornando do primeiro jogo, porém bem mais nerfado que o primeirão. Basicamente a sua insanidade vai diminuindo assim que você ficar na luz, e se você deixar ela te dominar, vai experienciar uma cutscene medonha da Tasi correndo pra lá e pra cá freneticamente, fazendo barulhos estranhos, parecendo uma maluca crazy, e acordando em algum lugar perto daonde você tinha perdido a sanidade, ou morrido. Pra evitar isso, tu encontra dentro de potes e escondido em alguns lugares, você consegue encontrar caixinhas de fósforo, a quantidade de fósforos que tem nelas depende bastante, algumas variam de 1 até 4 fósforos, com eles servindo pra você ir iluminando o ambiente conforme vai avançando. Por mais que as caixinhas sejam um pouco escassas, achar elas não é tão difícil e a quantidade que te é entregue até que é generosa, porém você precisa tomar MUITO cuidado com a forma que vai usar elas, porque os fósforos são usados na velocidade da luz. Pra você ter 20 fósforos e num piscar de olhos esses 20 se transformarem em 5 ou até menos é um palito, então use com muita sabedoria e só quando realmente for necessário.
Também temos o sumido lampião retornando, claro que ele é muito mais eficaz do que os fósforos, porém consome um óleo desgraçado, óleo esse que é difícil de conseguir encontrar por aí, mas não chega a ser tão escasso. Esses basicamente vão ser os seus melhores amigos o jogo todo, que vão tentar diminuir o seu sofrimento nessa jornada escura e tenebrosa. E... basicamente é isso clã? Sério o jogo em questão de gameplay não é tão profundo, ele tem momentos fodas mas que tão conectados com a plot, como por exemplo sonhos que a Tasi tem com a filha dela que tá na barriga ainda, e algumas partes fodas de puzzles, como a gente poder utilizar um mini-tank pra poder destruir uma porta enorme de madeira, mas são momentos que duram pouco e a maioria tá ligada com a plot em um nível que eu não quero elaborar pra não estragar pra quem talvez queira ver vídeo ou jogar. Então, com basicamente tudo isso dito sobre Amnesia: Rebirth, eu, particularmente falando, adorei muito o jogo, especialmente pelo medo absurdo e paranoia que ele me fez sentir em vários momentos, além do plot que, por mais que eu tenha achado confuso e desinteressante no começo, pesquisando mais eu descobri que o buraco é muuuito mais fundo, e que o Rebirth tem conexões com o primeiro jogo e tem partes de fan-service muito legais, como ligações com o Alexander, que é o vilão do primeiro Amnesia, sem contar no Orb que também aparece no primeiro e no Machine For Pigs. Sério vejam vídeo de explicação da história do jogo pfv, vocês vão adorar, o barato é louco pra caralho. Dou a nota de 8/10 pro jogo, muito decente e bem assustador, não diria que é a melhor criação da Frictional, mas sem dúvidas, não chega nem perto, nem raspando, de ser minimamente ruim. Te amamos Frictional.
Obrigado por ter lido ❤

como é bom estar de volta! Quem sabe um dia eu começo a postar mais frequentemente UHASDUAH
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